segunda-feira, 30 de maio de 2011

"Sucesso no casamento não é encontrar a pessoa certa, mas ser a pessoa certa no poder da Pessoa perfeita (Deus)". - Pr.John Piper

sexta-feira, 13 de maio de 2011


Ao crente que quer ficar escutando música não evangélica...

Que acha que em casa, sem escandalizar os irmãos da igreja, não tem problema. Deus quer ser glorificado “em tudo que ocupe o vosso pensamento” (Fl.1:8).

Que acha que uma música de letra romântica, sem sentido imoral, não tem problema, porque é muito bonita. Deus quer ser glorificado, você usando sua voz para “entoar e louvar de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais” (Ef.5:19).

Que acha que essas músicas não afetarão em nada seu relacionamento com Deus. Deus quer ser glorificado, você buscando ser “habitado, ricamente pela palavra de Cristo... E tudo o que fizer, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl.3:16,17).

Que acha problemas maiores noutros crentes e por isso diz que ouvir essas músicas não é nada demais! Deus quer ser glorificado, sem você usar os maus exemplos para justificar suas práticas que podem ser deixadas para trás, por amor a Cristo. Não se “associando com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais” (I Co.5:11).

Que acha que é só um passatempo e em nada atrapalhará seu testemunho para um descrente. Deus quer ser glorificado, sem você se parecer ou gostar do que o mundo gosta, mas sim, “que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração...” (Ef.4:17-18).

Peça a Deus, que lhe dê satisfação na vontade dEle, alegria somente em ouvir e cantar palavras que glorifiquem o nome de Deus, de maneira que “o mesmo Deus da paz vos santifique em TUDO; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Tess. 5:23).


segunda-feira, 2 de maio de 2011


SEMINÁRIO E INSTITUTO BATISTA BEREIANO


DISCIPLINA: Panorama do NT -I.


DOCENTE: Pr.Timóteo Franklin.


CONSIDERAÇÕES SOBRE O CONTEXTO HISTÓRICO-TEOLÓGICO DO SURGIMENTO DOS SADUCEUS



1.0 – O pano de fundo religioso judaico do Novo Testamento – os partidos religiosos.





Para entendermos o mundo religioso judaico do Novo Testamento, precisamos olhar para trás para o retorno do exílio babilônico (538 a.C) e para alguns eventos salientes no período intertestamental. (ELLISON, p.1458).



Juntamente com o pesquisador acima, Robert H. Gundry, especialista em NT, corrobora que o judaísmo, tal qual era no primeiro século, teve seu começo perto do final do período do Antigo Testamento, durante o exílio assírio-babilônico.



Os dois principais grupos religiosos judaicos, fariseus e saduceus, surgiram no período intertestamentário. Portanto, devemos olhar para os aspectos histórico-teológicos marcantes desse ambiente, para entendermos o partido que é alvo de nosso artigo: os saduceus.



Quanto ao perfil dos fariseus, grupo que surgiu após a Revolta dos Macabeus (fase de experiência de independência judaica num domínio político que antecedeu o poder romano sobre as terras bíblicas durante o período intertestamentário) originando-se dos chamados hasidim, facção judaica fortemente anti-helenização da cultura judaica. Cumpriam tanto a lei mosaica quanto as leis rabínicas, observando o sábado sem nenhuma restrição, sendo admirados pelos judeus comuns, como modelos de virtudes, formando o que Gundry chamou de coluna mestra do judaísmo.



Além dos dois partidos religiosos supracitados, os essênios formavam uma terceira seita judaica no ambiente religioso do Novo Testamento. Um grupo menor, que à semelhança dos fariseus, originaram-se dos hasidim. Viviam em comunidades monásticas, ausentando-se da vida social geral, deixando para trás propriedades particulares e negando as riquezas, praticando um legalismo que superava o perfil farisaico.



Estes três partidos religiosos tiveram sua origem num contexto histórico-teológico marcado por pressões advindas das mudanças culturais e políticas ocorridas a partir do domínio de Alexandre, os anos de 334 a.C.



Dentre “os eventos salientes no período intertestamental” que agiram ativamente na formação dos partidos religiosos judaicos, destaca-se o fenômeno do helenismo, que significa a expansão da cultura grega levada por Alexandre, o Grande, juntamente com suas conquistas militares na Ásia e Egito.



Já que o helenismo, como toda cultura grega, estava concentrado nas cidades, e assim demorou a influenciar o campo, pressupondo uma classe de desocupados e proprietários de escravos, de maneira que, os judeus da Palestina, que eram na maioria camponeses pobres, demoraram a ser influenciados (ELLISON, p.1459).



No aspecto religioso, a influência do helenismo, gerava resultados diversos:



O helenismo olhava para si mesmo como um sistema dado pelos deuses para unir e vivificar um mundo fragmentado e exaurido... No século I a.C, entraram nos países do Mediterrâneo sistemas dualísticos do Oriente distante, que eram tanto filosofias quanto religiões... Especialmente em virtude do seu apelo à razão e ao conhecimento especial e esotérico, esses sistemas (gnósticos), foram muito atraentes para alguns judeus helenistas, e até para alguns judeus da Palestina. (ELLISON, p.1460)





As crenças judaicas procederam dos atos de Deus na história, conforme ficaram registrados numa coleção de livros sagrados (AT), e não segundo se via nas religiões pagãs, da mitologia, do misticismo ou das especulações filosóficas. O Antigo Testamento frisava o destino da nação, pelo que a doutrina da ressurreição individual aparece com bastante raridade. O período intertestamentário testemunhou a ênfase crescente sobre o destino do indivíduo, e, portanto, sobre a doutrina da ressurreição individual. Todavia, o nacionalismo e a consciência de pertencer ao povo escolhido de forma alguma fenecera. (GUNDRY, p.53).



Enquanto o farisaísmo, maior seita judaica dos tempos bíblicos, era socialmente composto em grande parte pela classe média leiga, entre os saduceus estavam a aristocracia. De maior influência política, controlando o sacerdócio, estes últimos eram uma permanência dos hasmoneanos do período intertestamentário. Ao contrário dos fariseus, que se fecharam ao máximo a influência helenística da época, os saduceus se reconfiguraram a partir das influências gregas, que pressionavam os povos dos primeiros séculos antes de Cristo.



No ensino, defendiam a autoridade somente da Torá ou Pentateuco, desconsiderando as leis orais dos rabinos não-sacerdotais. Na sua doutrina negavam a preordenação divina, a existência dos anjos, espíritos, além de negarem a imortalidade da alma e ressureição do corpo.



Gundry aponta a desintegração do partido saduceu concomitantemente a um evento histórico de grande impacto ao judaísmo, a saber, a destruição do Templo (centro do poder sacerdotal), ocorrida no ano 70 d.C. Isso porque o templo era a base de influência dos saduceus. No entanto, o farisaísmo permaneceu, sendo fundamento do judaísmo ortodoxo futuro.





2.0 - Origem e história dos saduceus.



Os saduceus adotavam uma posição secular-pragmática ao invés de religioso-ideológica, em relação à nação e suas leis. Exemplo desse pragmatismo secular dos saduceus é observado nos acordos políticos feitos em nome de interesses particulares. Como destacou Merril C. Tenney ao se referir a parceria dos saduceus com o governante João Hircano (135-104 a.C), ao afirmar que uma aliança natural entre os dois existia com base nos interesses políticos dos saduceus aristocráticos e a eminente posição dos príncipes hasmoneus.



Esta pode ter sido uma das razões pelas quais os saduceus davam a impressão de querer manter as coisas sempre do jeito que estavam. Eles gostavam de ocupar posições privilegiadas na sociedade e faziam de tudo para permanecer nas boas graças de Roma. Qualquer movimento que pudesse perturbar a ordem e a autoridade, com certeza pareceria perigoso aos olhos desses homens. (YOUNGBLOOD, p.1271).





A solidificação deste grupo religioso judaico ocorreu logo depois da Revolta dos Macabeus (167-160 a.C). Apoiavam a política hasmoneana de expansão econômica-militar, tendo influencia em vários governos, tais como, de João Hircano (134-104 a.C), Alexandre Janeu (76 a.C), etc. O declínio de influência deu-se no reinado feminino de Alexandra (76-67 a.C). Durante o governo romano na Palestina, os saduceus transitaram em meio a desconfiança de Herodes, o Grande (37-4 a.C), à grande poder no Sinédrio entre os anos 6-66 d.C, conseguindo controlar o sumo sacerdócio. No entanto, foi também durante o domínio romano, que os saduceus viveram seu fracasso, conforme já citamos.



Herodes, o Grande, teve um papel crucial para a eliminação dos saduceus do cenário do primeiro século. Quando Herodes, o Grande, capturou Jerusalém, vingou-se dos partidos de Antigono, que se opuseram a Hircano II, entre os quais estava um grande número de saduceus.



Durante o domínio herodiano citado, tanto a instituição do sumo sacerdócio foi degredada, como os próprios saduceus (que permaneceram intimamente associados aos sumo sacerdotes) sofreram um crescente declínio diante da opinião pública. Com a queda de Jerusalém e o fim do segundo Templo em 70 d.C, os saduceus desapareceram da história. Sua existência estava intrinsecamente ligada a seu poder político e sacerdotal, e quando isto acabou, ao contrário dos fariseus, foram incapazes de sobreviver. (TENNEY, p.142).





3.0 – Saduceus – uma definição.



Os estudiosos do assunto reconhecem que tanto a natureza exata dos saduceus como a derivação do seu nome parecem incertas. As extensas discussões para estabelecerem a origem do nome “saduceu”, ainda não tiveram um ponto final.



Atualmente, três possibilidades são apresentadas, são elas: a) significa “justos”, devido a palavra originar-se das mesmas três radicais da palavra “justiça”; b) o equivalente de Zadoque (um descendente de Arão, um dos principais sacerdotes sob o governo de Davi) ou filho de Zadoque; e c) a palavra hebraica para saduceu trata-se de uma transliteração de uma palavra grega que significa representantes ou controladores fiscais, usada para referir-se aos membros do senado judaico (Sinédrio).



Três são as fontes de informações sobre os saduceus na literatura antiga. Com destaque para 3 obras do historiador Flávio Josefo (A Guerra dos judeus, Antiguidades dos judeus e Vida). Josefo afirma que, por muito tempo, os judeus tiveram três filosofias peculiares, sendo os saduceus àqueles cuja doutrina era aceita por poucos, ainda que esses poucos fossem influentes e poderosos, de maneira que, ao assumirem o poder, “emprestavam” ideias e conceitos farisaicos, pois, de outra forma, não teriam suporte popular. Em seus registros, Josefo não cita nomes dos fundadores ou dos principais líderes dos saduceus.



As outras duas fontes são o próprio texto bíblico do Novo Testamento (especialmente os evangelhos sinóticos e o livro de Atos) e a literatura rabínica (200 d.C).





Deve-se fazer observações a respeito dessas fontes. Com a possível exceção de A guerra dos judeus, de Josefo, todas são decididamente hostis para com os saduceus... Muitas das referências rabínicas, especialmente as que são achadas no Talmude e nas obras posteriores, são de fidedignidade histórica duvidosa. Sendo assim, o nosso conhecimento dos saduceus é forçosamente muito limitado e unilateral. (ELWELL, p.332).





4.0 – Saduceus – composição, ensino e práticas:



Em síntese, além dos aspectos já citados na primeira parte deste artigo, identificamos os seguintes pilares das crenças dos saduceus: luta sistemática a favor de uma interpretação rigorosa e estreita da lei (rejeitando, sem concessões a prática farisaica de reconhecer outros escritos, que não a Torá como textos sagrados), repudiavam as noções de recompensas e castigos depois da morte e desassociavam Deus dos assuntos humano sustentando que as escolhas e ações humanas eram totalmente livres.



Quanto a isso, alguns pesquisadores dizem que já pelo fato dos saduceus ensinarem que própria decisão de um homem explicava seu bem estar ou infortúnio, tem-se como consequência um sentimento de auto-suficiência da parte deles e um repúdio de qualquer dependência da providência divina. Josefo nos diz algo sobre esse conceito saduceu de livre arbítrio e predestinação (ou Destino, na concepção grega): “Eles suprimiram totalmente o Destino” fazendo tudo depender do livre arbítrio e da responsabilidade humana (Ant. XIII. 5.9; War II.8.14).



A maioria dos estudiosos sustenta que essas crenças demarcam os saduceus como conservadores que resistiam obstinadamente às inovações dos fariseus e de outros. Deve-se notar, por outro lado, que essas crenças poderiam descrever com a mesma exatidão os aristocratas helenísticos que queriam reduzir ao mínimo as reivindicações da sua religião ancestral nas suas vidas diárias. (ELWELL, p.333).



No Novo Testamento o corpo doutrinário sustentado pelas crenças dos saduceus tomam vida, em vários momentos em que o texto bíblico registra o encontro destes com Jesus, em atitudes e reações ao ensino de Cristo. Tentaram encurralar Jesus com perguntas astutas quanto à ressurreição (Mt.22:23-33; Mc.12:18-27; Lc.20:27-38). Nessa ocasião a resposta de Jesus atingiu a presunção dos saduceus de acharem-se fiéis guardiões do conhecimento e prática dos escritos do Velho Testamento, pois foram mencionados como aqueles que erravam “...não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus...” (Mt.23:29) e ainda ouviram uma citação de Êxodo 3:6 como apoio a doutrina da ressurreição dos mortos.



No contexto da igreja primitiva a pregação dos apóstolos ensinando a ressurreição também foi alvo de reações contrárias do partido dos saduceus, como nos mostra o livro bíblico de Atos 4:1-4. No capítulo 5:17 Lucas registrou que “... a seita dos saduceus, tomaram-se de inveja, prenderam os apóstolos e os recolheram prisão...”. O que reforça tanto o caráter quanto com seus interesses particulares, já mencionados nesta análise do perfil desse partido judaico.



Noutro momento, ficou clara que os saduceus tinham um cuidado de perder a influência política que tinham, quando julgaram que a doutrina de Cristo representava uma ameaça à sua segurança e posição políticas (Mc.11:18). Nos capítulos 14 e 15 do evangelho de Marcos, são encontrados fazendo aliança política com inimigos históricos devido seus privilégios sociais terem sido ameaçados.



Um traço peculiar quanto à composição dos saduceus nos é apresentado por Merril C. Tenney, de que embora seja verdade que o sumo sacerdócio e os principais sacerdotes consistiam quase que exclusivamente deste partido religioso, havia entre os sacerdotes, muitos fariseus e, provavelmente, até mesmo entre as classes mais altas de sacerdotes. O que era comum aos saduceus não era a posição clerical, mas a eminência aristocrática. Ainda em Tenney temos uma ressalva quanto às comparações feitas entre fariseus e saduceus, geralmente num enfoque dicotômico. Apesar de serem inegáveis os contrastes marcantes entre os dois partidos, tais diferenças não devem ser tratadas como em absolutos. Nas palavras de Tenney “os últimos (saduceus) são o que são devido a uma sutil combinação de muitos fatores, em graus variados”.



Outros dois aspectos caracterizantes do ensino e prática dos saduceus estão associados ao seu conservadorismo e envolvimento político. De fato, ambas as práticas estão relacionadas. Isso porque tanto o poder aristocrático quanto sacerdotal representavam, naquele contexto, poderes relevantes no cenário político de então. Quanto ao aspecto do conservadorismo, o mesmo se refere a uma busca por estabilidade política que não só satisfazia os interesses político-militares dos romanos, mas também garantiriam a manutenção do status quo da classe dos saduceus.



Um terceiro aspecto, esta na área das relações interpessoais, ou seja, o comportamento social entre os próprios saduceus. Em Josefo, esse aspecto aparece em tom depreciativo, em comparação com a “afetuosidade” e “harmonia” encontrada entre os fariseus. Aqui é importante ressaltar, com anteriormente dito, que o teor negativo do conceito dos saduceus nos escritos do historiador F. Josefo são decididamente negativos.





5.0 – Herança dos saduceus – lições práticas para a fé cristã contemporânea.



A história não se repete, defende uma das correntes da historiografia recente. No entanto, a história contemporânea, mostra que, sem dúvidas, é possível identificar nas mentalidades e comportamentos humanos (individual ou coletivamente) práticas e pensamentos bastante semelhantes às marcas do tempo passado. Quando se trata de doutrinas e práticas religiosas também podemos identificar permanências de alguns destes traços em grupos atuais.



Ao pesquisar e analisar o surgimento do partido religioso judaico dos fariseus, em seus ensinos e atitudes, passo a apontar três lições práticas para a fé cristã contemporânea, relacionadas aos seguintes assuntos: pragmatismo, conservadorismo e associação política.



Pragmatismo dos saduceus: Refiro-me ao fato já descrito dos saduceus adotarem uma posição secular-pragmática ao invés de religioso-ideológica, em relação à nação e suas leis. Durante séculos, os saduceus adaptaram-se as mudanças de domínio político, no território onde estavam determinados, não pelo predomínio de suas crenças, mas pela permanência de sua existência e influência entre os governantes. No entanto, a história mostra-nos que foi por ação dos governantes com quem mantinham aliança que, no ano 70 d.C, o partido dos saduceus tiveram seu declínio e eliminação.



Associação com grupos políticos – Ilustração marcante desse pragmatismo secular dos saduceus foi observada nos acordos políticos feitos em nome de interesses particulares. Em virtude de sua posição peculiar (aristocracia e sacerdotalismo), estavam de modo preeminente preocupados com a política e a estabilidade do estado.



Conservadorismo movido por um conceito elevado de si mesmo – “Eles parecem ter se considerado como os corajosos guardiões da ‘fé pura’ do passado... Em seu conservadorismo reacionário, os saduceus tentaram se aproveitar de sua imagem autoproduzida como os protetores da tradição religiosa pura e verdadeira, a única que remontava a Moisés”. (TENNEY, p.343). Outra dimensão desse conservadorismo, que parece até contraditório, haja vista que em meio à busca incessante de manterem-se em lugar de destaque na sociedade de seu tempo, mesmo que isso custasse a secularização da nação e do próprio judaísmo, essa mesma prática aponta seu conservadorismo no que diz respeito a lutarem pela manutenção de uma estrutura política que garantisse seus privilégios.



CONCLUSÃO:



A partir do estudo do contexto histórico-teológico do surgimento dos saduceus, podemos afirmar que, dentre os três partidos religiosos judaicos do ambiente do Novo Testamento, os saduceus, nasceram durante as ações e reações do mundo judaico ao fenômeno da helenização, durante o período intertestamentário (do final do Antigo Testamento ao início do ministério de João Batista) empreendido a partir da expansão militar de Alexandre, o Grande, no século IV a.C. Nesse ambiente, os saduceus diferenciaram-se dos fariseus por terem absorvido a cultura grega, acomodando-se no ambiente greco-romano, conforme seus interesses políticos e sociais. Apesar de ser uma importante seita religiosa judaica, vimos que mostrou-se mais política do que religiosa. Sendo justamente essas alianças políticas em nome da permanência da influência e privilégios políticos e sociais, uma das causas do fim desta seita que, ao contrário dos fariseus, foram eliminados quando da queda de Jerusalém no ano 70 d.C, desaparecendo do cenário religioso judaico desde então. A partir deste estudo, refletimos sobre os riscos do pragmatismo e associação de grupos religiosos à política, realizados pelos saduceus, como formas de comprometer a autenticidade da doutrina e consequentemente conduzir os adeptos a comportamentos contrários a ética cristã.



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O NOVO ASTRO DA FÉ

O título acima se refere à matéria publicada na revista nacional ISTOÉ, na sua edição2151, de 28 de janeiro de 2011, apresentando um perfil de Valdemiro Santiago de Oliveira, fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), denominação neopentecostal.

Abaixo, sistematizei alguns trechos da matéria em quatro tópicos:

O Homem:

Mineiro de 47 anos, natural de Cisneiros, distrito de Palma, a 400 quilômetros de Belo Horizonte/MG.

A ascensão de Santiago ao “olimpo” dos líderes religiosos do Brasil começou a ser moldada em 1976, quando, aos 16 anos, ele se converteu ao protestantismo. Naquela época, o garoto revoltado e de difícil trato, que em Cisneiros cuidava de marrecos, arava a terra e colhia ovos de anu para fazer omelete, morava com um dos 12 irmãos na mineira Juiz de Fora. Nessa cidade, trabalhava como pedreiro e levava uma vida desregrada. Dormia muitas noites na calçada e era viciado em drogas.

Aos 16 anos entrou para a IURD- Igreja Universal do Reino de Deus.

Há 30 anos no movimento neopentecostal brasileiro, segmento que mais cresce no Brasil (deve chegar a 40 milhões de adeptos no novo Censo).

Nos templos de Edir Macedo (IURD), atuou por 18 anos e se desligou em 1997, depois de um suposto desentendimento com o líder evangélico. Já havia, porém, decorado a cartilha de seu mentor.

Em fevereiro de 1998, fundou a IMPD – Igreja Mundial do Poder de Deus, em Sorocaba/SP.

Sua identificação direta com a massa – é negro, tem sotaque caipira e português falho, trabalhou na roça e passou fome – o coloca nos braços humildes e carentes daqueles que procuram uma solução espiritual para as mazelas da vida.

Currículo escolar findo no quinto ano do ensino fundamental, mas alinhado em um terno bem cortado, gravata, camisa com abotoaduras douradas e sapatos tamanho 44 impecáveis.

“Ô, oreiúdo (orelhudo), abre passagem para a mulher chegar até aqui”, disse o chefe da IMPD a um pastor, no culto do domingo , provocando gargalhadas nos súditos.

Os seguidores:

No altar da igreja que fundou em 1998 Valdemiro passou a receber portadores do vírus da Aids, doentes de câncer e até cadeirantes desenganados pela medicina. As pessoas em cadeira de roda são, até hoje, um dos campeões de audiência.

Aos 61 anos, a católica catarinense Aledir Lachewtz, 61 anos, levou fotos e roupas de sua tia octogenária que sofria com um edema pulmonar para serem abençoadas em um culto na IMPD. “Os médicos diziam que não tinha mais jeito”, conta Aledir. “Mas, depois das bênçãos, novos exames não apontaram mais nada. O apóstolo tem muito poder de cura.”

O Patrimônio:

O templo sede da IMPD, fica num galpão (uma antiga fábrica comprada por R$ 60 milhões em 60 parcelas de R$ 1 milhão) de 18 mil metros quadrados, localizado no Brás, bairro da região central de São Paulo.

Lidera, hoje, um império religioso que conta com três mil igrejas espalhadas pela América do Sul e do Norte, Europa, Ásia e África e 4,5 milhões de “fiéis”.

Atualmente mora em um condomínio de luxo em Barueri, na Grande São Paulo, e tem na garagem três carros importados blindados – uma Land Rover, um Toyota e um Peugeot. Motoristas e seguranças particulares estão sempre à sua disposição. Helicópteros e um jato particular também.

A Igreja Mundial, por sua vez, tem inaugurado um novo templo por semana e honra, mensalmente, uma despesa em torno de R$ 40 milhões.

Valdomiro ocupa 22 horas diárias na programação da Rede 21, que pertence ao grupo Bandeirantes, ao custo de R$ 6 milhões mensais. No ar, citando apenas os que possuem antena parabólica no Brasil, ele chega a 25 milhões de lares via Rede 21.

Com mais R$ 101 mil por mês, pagos à Multichoice, empresa sul-africana distribuidora de sinal, também está no ar em Angola, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Líbia, Zimbábue e Botswana.

A performance televisiva do pastor é acompanhada, minuto a minuto, por fotógrafo e uma equipe de cinegrafistas, que registram tudo para ser divulgado, além da tevê, no jornal, na revista e na rádio da igreja. Na África do Sul, a Mundial possui uma hora de programação na TV Soweto, ao custo de R$ 59 mil mensais.

São dirigentes da Mundial um consultor financeiro, também ex-Universal, e três deputados eleitos no último pleito – dois federais (José Olímpio, PP/SP e Francisco Floriano, PR/RJ) e um estadual (Rodrigo Moraes, PSC/SP).

“Ano novo, contratos novos e reajustados... Essa semana preciso muito de sua ajuda. Quem pode trazer até terça-feira R$ 100?”, perguntou Santiago. A quantia foi diminuindo à medida que o tempo ia passando. “E uma oferta mínima de R$ 30? Quem puder, fique de pé que o obreiro irá dar o envelope.”

Os pesquisadores:

“As coisas são cada vez mais rápidas e profissionalizadas na Mundial”, diz o pesquisador Ricardo Bitun, autor da tese “Igreja Mundial do Poder de Deus: Rupturas e Continuidades no Campo Religioso Neopentecostal”, defendida na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Pesquisador da área da sociologia da religião, Ricardo Mariano afirma que as crenças e práticas mágico-religiosas da Mundial são uma cópia da Universal.

“Na Igreja Mundial, o toque no corpo de Santiago é muito valorizado”, diz o sociólogo da religião Flávio Pierucci, da Universidade de São Paulo (USP).

Ricardo Mariano, professor do programa de pós-graduação em ciências sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e um dos maiores especialistas do Brasil em movimento neopentecostal, contextualiza: “A ênfase pentecostal na cura divina já tem mais de 60 anos e foi uma das principais responsáveis pelo crescimento desse movimento religioso na América Latina e na África. Desde então, constitui uma das iscas mais atraentes de potenciais adeptos aos templos.”

Essa espécie de pronto-socorro espiritual, como define o teólogo Edin Abumansur, da PUC-SP, floresce de modo particular na Mundial.

“O Valdemiro é como o Silvio Santos ou o Lula. O camelô que deu certo, mas nunca deixou de ser camelô. O metalúrgico que virou presidente da República, mas não deixou de ser metalúrgico”, compara Bitun. Os astro evangélico promete milagres como se contasse um causo.

Na íntegra, matéria disponível em disponível em www.istoe.com.br/capa

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

IBRECEM 2011

30 DE JANEIRO

Pr.Charles Bronson

2ª MENSAGEM - SÉRIE: As GRANDES mensagens dos profetas MENORES!


OSÉIAS – fidelidade e traição numa história do amor de Deus.

Introdução:

A mensagem do livro – 14:1-2.

Considerando o ministério deste profeta e o povo a quem ministrou: Seu ministério foi ao reino do Norte (Israel, às vezes chamado Efraim, sua maior tribo).

Tema do livro: O amor leal de Deus por Israel, apesar de sua constante infidelidade.

O casamento de Oséias: retrata o tema do livro.

Divisão temática:

Cap.1-3 – O que o povo estava fazendo contra Deus.

Cap.4-10 – O que Deus iria fazer ao povo.

Cap.11-14 – O que Deus faz por amor.

Desenvolvimento:

Cap.1:

Vs.2 – Sobre essa estranha ordem de Deus: um profeta casar com uma prostituta!

Essa ordem tem total relação com a situação de Israel e como Deus usaria o profeta Oséias para entregar uma mensagem ao povo. A situação do povo: de sua constante infidelidade/traição a Deus. A mensagem de Deus: mostrar que ama fielmente, apesar de Israel se afastar desobedecendo.

De maneira que o casamento de Oséias (profeta fiel) com uma prostituta (mulher infiel) retrataria bem o tema do livro.

Sem dúvida, continua sendo um episódio estranho, tal casamento mandado por Deus. Mas vemos que Deus usou alguns profetas para praticarem coisas anormais para servir de forma prática no seu ministério: Isaías, durante 3 anos perturbou as pessoas andando pelas ruas vestido como prisioneiro de guerra; Jeremias, passou meses carregando um peso nos ombros; Ezequiel, que além de “brincar de guerra” como uma criança, usou até um corte de cabelo como ilustração teológica. Coisas esquisitas, que foram gestos de misericórdia.

Todas essas coisas “incomuns” – tipo de “sermão prático”- eram formas de despertar o povo para que eles ouvissem o que Deus tinha a dizer (WIERSBE, 391).

Vs.3-8 – Deste casamento nasceram 3 filhos: vs.3-4 – “Jezreel” ; vs.6 – “Desfavorecida” e vs.8 - “Não-Meu-povo”.

Cada nome destes tinha um significado e cada significado fazia parte da mensagem que Oséias tinham de dizer a Israel.

Jezreel = Deus semeia ou Deus dispersa/espalha. Através do primeiro filho, Deus anunciava juízo sobre pessoas e o reino de Israel.

Desfavorecida = Não-amada. Através desta segunda filha, Deus anunciava que retiraria sua demonstração de amor, permitindo que o reino do Norte, fosse invadido e tomado por outro povo.

Lo-Ami = Não-Meu-Povo. Através desta terceira filha, Deus anunciava que rejeitaria/ como um divórcio (relação com o casamento de Oséias e Gômer), o povo de Israel.

Os filhos de Oséias com Gômer, uma prostituta, retrataram em seus nomes que Deus iria punir o povo que havia se prostituído (tornado-se infiel para com o Deus que os chamou para ser o Seu povo e Seu Deus – Gn.12:1-2).

Mas é com o final do cap.1 que aponto a primeira lição –vs.10-11:

Todavia = conjunção usada para iniciar uma oposição ou restrição ao que foi dito antes.

“...o número dos filhos de Israel será como a areia do mar... vós sois filhos do Deus vivo... se congregarão, e constituirão sobre si uma só cabeça...” – O retrato de punição e juízo de Deus ao povo de Israel é acompanhando de um Todavida que abre ao profeta uma página de esperança: um futuro restaurador a esse mesmo povo!

(1ª LIÇÃO) O justo juízo de Deus que pune, é o mesmo que também revela seu amor fiel.

Foi assim com Israel, é assim com os gentios (não judeus) ao longo da história.

“O salário do pecado é a morte (justo juízo de Deus), mas o dom gratuito de Deus (revelação do seu amor fiel) é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.6:23).

“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm. 5:8).

Cap.2:

Vs.1 - Novos nomes, para retratar uma nova relação entre Deus e o povo de Israel arrependido, no futuro.

O casamento do profeta Oséias com uma prostituta, servindo como mensagem prática que denunciava o povo de Israel se prostituindo/traindo a Deus por não guardarem os mandamentos. E aqui, os 3 filhos nos ensinam sobre a graça de Deus, mudando nomes, mudando a relação entre Deus e o povo de Israel.

O casamento, os filhos e a esposa... O que podemos aprender olhando a vida de Gômer (a esposa)?

Assim como ela adulterou, traindo Oséias, o povo de Deus, foi pego em traição contra Deus. Temos 3 atos de traição aqui neste capítulo: vs.2-5a – aqui o ato idolatria (sinônimo de prostituição, pois Israel deixou de adorar ao único Deus, para participar dos cultos pagãos da religião dos cananeus. Ex: Quando havia uma seca ou fome, no lugar de clamar ao Deus que os sustentou na jornada do êxodo, chamavam por Baal, um deus na religião dos cananeus) ; vs. 5b-9 - o ato da ingratidão (comida, água, roupa... Quem dava isso a Israel? Deus. Mas a quem Israel estava agradecendo? A Baal!); vs. 10,11 e 13b – o ato de falsidade (o povo celebrava os dias do calendário religioso judaico, mas davam glória a Baal. Religiosidade e falsidade, mãos dadas. O próprio Cristo ao chamar os escribas e fariseus de hipócritas, citou parte do texto de Isaías que diz: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” – Mt.15:8).

Você trai a Deus quando o compromisso espiritual é substituído por algo/alguém.

Não pense que faltar ao compromisso com Deus é só deixar de vir aos cultos públicos. Essas são as faltas que as pessoas conseguem ver e saber. E aquelas faltas que o povo não viu? Os compromissos de sua vida espiritual particular: leitura da Bíblia em casa; oração a Deus, em casa; adoração em espírito e em verdade (que não depende de um lugar específico – igreja – ou de um público – os irmãos).

Seu afastamento de Deus não ocorre de repente. São aqueles passos de desobediência, negligência, insatisfação, murmuração, que, com o tempo (dia após dia, semana após semana, mês a mês...) vão fazer de você uma pessoa que trocará as coisas de Deus por outras coisas!

Facilmente me pego traindo a Deus: gastando o dinheiro só pensando em mim, quando o campo missionário precisa de ajuda; dormindo muito – quando poderia estar servindo alguém, ou dormindo pouco – assistindo ou acessando a internet, sem saber para onde vou, esperando o “tempo passar”; absorvendo qualquer idéia e ouvindo qualquer conversa, quando poderia estar me enchendo do conhecimento de Deus, através da Bíblia.

(2ª LIÇÃO) O pecado é um ato de traição contra Deus, porque Ele é santo.

O casamento (para retratar a infidelidade de Israel), os filhos (para retratar o juízo e graça de Deus à Israel), a esposa (como Israel, cheia de pecados, contrastando com Deus, que é santo)... O que podemos aprender olhando a vida de Oséias (o esposo)?

Cap.3:

O esposo entrou em ação e mais de três verbos-chave descrevem esse momento –vs.14-16 e 20 = “...atrairei... levarei... falarei... darei... desposar-te-ei...” – Quem entra em ação agora é o esposo, Oséias, para restaurar seu casamento com Gômer.

Em paralelo com a história de Israel e a profecia dada por Oséias, quem entra em ação é Deus e seu objetivo é restaurar o povo, para que seja restabelecido um relacionamento saudável (em fidelidade, no conhecimento do Senhor, entre Israel e o único e verdadeiro Deus).

No cap.3 Deus manda o profeta Oséias entrar em ação, para restabelecer um relacionamento quebrado pela infidelidade da esposa:

Agindo por amor – vs.1; b) Amor incondicional –vs.1; c) amor sacrificial –vs.2 - No lugar de abandonar Israel por infidelidade, Deus aplicou disciplina, a fim de que Israel voltasse para Ele. O que representa muito bem a mensagem do evangelho: Todos pecaram... O salário do pecado é a morte... Mas o dom gratuito de Deus (Cristo, crucificado, amor que se sacrificou!).

Jesus Cristo pagou o preço por sua infidelidade para você viver e hoje e eternamente ao lado dEle.

(3ª LIÇÃO) O amor de Deus que restaura o relacionamento com o pecador é mérito do próprio Deus.

Cap.4:

Vs.1 – A partir desse capítulo Oséias passa a falar, em detalhes, como Deus vai agir, disciplinando Israel:

Deus aponta a acusação -4:1.

Deus aponta o veredicto - 5:8-11.

Israel apresenta um apelo – 6:1-3, rejeitado por Deus. E por que Deus rejeitou esse pedido de Israel? Respostas – 6:4 e 7:16.

O arrependimento de Israel não era verdadeiro, pois “...o vosso amor...cedo se passa...” vs.4 – O comportamento correto era só enquanto tentava demonstrar arrependimento, mas passava. Tanto que logo voltavam para a idolatria, no lugar de permanecerem fiéis a Deus – 7:16a.

Deus declara a sentença – 8:1. Descrita em detalhes nos próximos três capítulos:8, 9 e 10.

Através do livro de Oséias temos um casamento (para retratar a infidelidade de Israel), os filhos (para retratar o juízo e graça de Deus à Israel), a esposa (como Israel, cheia de pecados, contrastando com Deus, que é santo) e um esposo(Oséias) que reconciliou-se com a esposa que o traiu, retratando a mensagem de Deus reconciliando Israel com Ele mesmo.

Cap.11-14 – O que Deus faz por amor.

(11:1-4)– Cuidou de Israel durante o Êxodo (libertou-os do Egito e garantiu comida e orientação durante jornada longa pelo deserto de volta a Canaã).

(11:8-9) – Por amor, Deus seria fiel para manter Israel vivo e restaurado, por causa das promessas que fez.

Duas alianças de Deus com Israel estavam em questão: a abraâmica (Gn.12:1-3 – Incondicional e imutável) e a feita no Sinai (condicionada ao cumprimento das ordens). Deus foi fiel as duas alianças: preservou a nação Israel, mas disciplinou o povo por seus pecados, sofrendo nas mãos dos assírios – 12:1-2 e 13:16 (Em 722 a.C, os assírios dominaram Samaria, capital do reino do Norte, e prenderam os judeus. Cumprindo-se assim, o que fora anunciado pelo profeta Oséias, em seu livro).

(11:10-11) – Por amor, Deus garantiu a restauração futura de Israel.

Oséias olhou adiante para o fim dos tempos, quando Israel será reunido dentre todas as nações, levado para sua própria terra, purificado de seus pecados e estabelecido em seu reino (WIERSBE, p.406).

(14:1-3) – Um futuro garantido por meio de arrependimento e dependência de Deus e restauração feita por Deus (14:4).


(4ª LIÇÃO) Por amor, Deus cuidou no passado, age no presente e garante o futuro.

Considerações finais:

® Deus é santo e lhe amou sendo capaz de entregar Jesus Cristo totalmente. Amar a Deus 90% é ser infiel. Deus é digno de toda a nossa fidelidade, em todas as coisas.

® Deus tinha o direito de abandonar Israel por infidelidade. No lugar disso, aplicou disciplina, a fim de que Israel voltasse para Ele.

Jesus Cristo pagou o preço por sua infidelidade para você viver e hoje e eternamente ao lado dEle.

® Deus é cheio de graça para dar oportunidade de recomeçar: arrependa-se e volte-se para Deus.